Casos de afogamentos crescem em Mongaguá

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012


Verão, temporada de férias e praias cheias em todo o Brasil. Esse cenário, que tem tudo para proporcionar agradáveis momentos de lazer para as pessoas de todas as idades pode ser também um sinônimo de grande perigo. Afinal, é nesta época do ano que os índices de afogamentos costumam aumentar.

Uma prova disso é a quantidade de salvamentos realizados na praia de Mongaguá, no litoral de São Paulo, neste mês de janeiro. De acordo com dados divulgados pela prefeitura, de 1º de dezembro até o dia 9 deste mês, foram registrados 229 casos de salvamento na região, contra os 97 anotados no mesmo período do ano passado, o que representa um aumento de 136%.

Em todo o Brasil, os números também assustam. Segundo dados do Ministério da Saúde, por ano, no país, em torno de 6,9 mil pessoas perdem a vida em balneários, rios, mares, lagos, cachoeiras e piscinas de clubes, vítimas de afogamento. Em levantamento feito entre 1996 e 2006, o último de que se tem registro, foram contabilizados 69.731 óbitos.

Vale lembrar que o Brasil tem uma das maiores áreas espelhadas utilizadas o ano inteiro no mundo, porém, políticas públicas ineficientes, de acordo com informações da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA). Em documento oficial, a SOBRASA destaca que, em 2003, 6.688 brasileiros morreram afogados, colocando o afogamento como segunda causa de morte no Brasil, nas idades de 1 a 14 anos, 4ª entre 15 e 24 anos e 6ª na faixa de 25 a 34 anos.

Aposte na prevenção
Enquanto as políticas públicas não chegam, cabe ao banhista se prevenir. “E os riscos não se restringem às crianças”, alerta Rufino Rodrigues de Oliveira, instrutor de cursos para salva-vidas e presidente da Associação dos Salva-vidas do Estado de São Paulo. Por imprudência, jovens e adultos também são vítimas constantes de afogamentos.

Entre as principais causas dos acidentes, pode-se citar a falta de informação sobre as condições do lugar de mergulho, a ingestão de bebidas alcoólicas, o excesso de confiança e o fato de a grande maioria das pessoas não saber nadar muito bem. “Por desconhecerem algumas características do mar, os banhistas acabam entrando numa área de correnteza e sendo puxados para dentro sem conseguir sair. Além disso, devido ao consumo de bebidas alcoólicas, perdem a dimensão do perigo e ganham coragem de ir cada vez mais para o fundo”, conta Rufino.

Para identificar as áreas seguras e também as impróprias para banho, os salva-vidas colocam diversas placas indicativas na praia. Entre as principais estão as de cor verde, que indicam que o mar está adequado para o banho, as amarelas, que representam “atenção” e as vermelhas, que significam “local perigoso”. “Para a segurança de todos, é de suma importância o respeito à sinalização”, diz.

O perigo dos raios
No verão chuvoso do Brasil, é comum a incidência de fortes pancadas de chuvas com raios e travões, que podem causar acidentes graves, como o ocorrido na praia da Enseada, na cidade de Guarujá, na primeira semana de janeiro, onde um menino de 13 anos morreu ao ser atingido no mar. Por isso, atenção nunca é demais. “Ao perceber a mudança de tempo na praia e a formação de nuvens pesadas, os banhistas devem procurar imediatamente um lugar seguro para se abrigar e nunca ficar embaixo de árvores e coqueiros, que facilitam o caminho dos raios até o solo”, recomenda.

Fonte: Portal Terra

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